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4 DE FEVEREIRO, um marco importante na história angolana
Antonio Lucio
A maioria das conquistas pela libertação e independência do colonialismo nos territórios no Continente Africano, ocorreu a partir dos anos 60, exceção feita a África do Sul, em 1910, quando se separou da antiga União Africana.
Na cerimônia de abertura das comemorações do 51º aniversário do início da Luta Armada pela libertação angolana do jugo colonialista português, realizada no local do Tratado de Simbulambuco nesta quarta-feira (1/2) em ato presidido pelo governador da província de Cabinda, Mawete João Batista, foi ressaltada a importância da data na história de Angola, marcada com heroísmo e tenacidade patriótica, tendo o governador destacado:>> “O 4 de Fevereiro de 1961 constitui um exemplo de heroísmo dos angolanos que na altura cansados da opressão e humilhação a que eram sujeitos por parte das autoridades coloniais decidiram pegar em paus e catanas e com coragem enfrentar as armas e canhões assaltando as cadeias de Luanda, onde estavam presos patriotas que almejavam a liberdade”, afirmou. Para tal, avançou que o gesto despertou a consciência dos angolanos ainda adormecida de que o colonialismo não cairia sem luta, obrigando jovens a abandonarem as suas famílias, estudos e no exílio organizaram o Movimento de Libertação Nacional que nas matas do Maiombe e nas chanas do leste enfrentaram com todas as suas forças o colonialismo português culminando com a proclamação da independência nacional em 11 de Novembro de 1975.
O movimento ocorrido em 4 de fevereiro foi o sinal de partida para os angolanos passar a luta desenfreada durante anos, com a perda dos que tombaram em defesa da liberdade, até chegar a Independência do país.
O Brasil tem um passado de atenções para com o povo angolano e para os que pensam que o nosso país caiu de paraquedas no solo desta parte do Continente Africano, em função da sua hoje pujante economia que está assustando o mundo com sua estabilidade, é sempre bom lembrar que a preocupação brasileira com o território onde nasceu o Herói Nacional Agostinho Neto, de onde vieram a maioria dos que formaram a nossa ancestralidade, tem histórico e história.. A decisão do Brasil de se fixar pela independência angolana, antes mesmo do nihil obstat oficial da ONU, sendo o primeiro país no mundo a se pronunciar favoravelmente neste sentido, pela liberdade de Angola do jugo colonialista português não foi feita de afogadilho, tomada simplesmente por demagogia barata, mas sim, fruto da atuação efetiva dos ´´diplomatas africanistas” do Itamaraty, que teve como um dos seus maiores baluartes o Embaixador Ítalo Zappa e outros tantos funcionários da “carrière” como Ovídio de Andrade Melo, posteriormente designado o primeiro embaixador do Brasil na então República Popular de Angola, atuando durante anos junto aos movimentos de luta pela independência alcançada em 11 de Novembro de 1975, do hoje país-irmão, como MPLA, UNITA e FNLA, conforme orientação firme do Presidente da República, general Ernesto Geisel, que entendia ser a aproximação com Angola uma questão de segurança interna e externa, além de ser de suma importância para os países que viriam a constituir a Comunidade dos Países de Língua Portuguesa, da qual fazem parte, Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique, Portugal, São Tomé e Príncipe e mais recentemente o Timor Leste. As relações diplomáticas Brasil-Angola, hoje devidamente consolidadas em seus vários aspectos que envolvem os mais diversificados interesses dos dois países, a cada dia são reafirmadas e devem cada dia mais ser solidificadas para que haja maior reciprocidade dentro dos princípios que devem nortear cada um dos acordos de cooperação e intercâmbios firmados pelos governos dos dois países, sendo que nesta nova fase Angola, deve o Brasil, s.m.j., como seu parceiro pioneiro, promover no âmbito oficial e de atuação das ONGs, ações efetivas de colaboração com entidades representativas do governo e da sociedade civil angolana. Destacamos o trabalho da primeira-dama do país, Ana Paula dos Santos, no Fundo de Solidariedade Lwini, entidade que atua na reintegração física e social de mulheres e crianças vítimas de minas terrestres espalhadas em solo angolano pelo terrorismo da guerra, assim domo a atuação da FESA – Fundação Eduardo dos Santos, presidida pelo Embaixador Ismael Diogo da Silva.
Desde a primeira vez em que lá estive em Angola, no período da guerra, o país me fascinou por suas belezas naturais, a similaridade climática a que nós brasileiros estamos habituados, a baia de Luanda, onde conversei muito com angolanos de diversas tendências políticas e religiosas, observei a atividade pesqueira artesanal de homens e mulheres, conheci o burburinho dos mercados populares a céu aberto “Roque Santeiro” e “Os Trapalhões”, assim denominados em homenagem a programação televisiva brasileira da época, sempre acreditei que o país irmão caminharia célere em busca da Paz e Desenvolvimento.
O 4 de fevereiro foi o início de tudo e jamais será esquecido pelo povo angolano e que desde o Acordo de Paz firmado em 2002, trabalha mais com muita disposição para que as palavras do escritor e Prêmio Nobel de Literatura, José Saramago, autor do romance O Evangelho Segundo Jesus Cristo, entre outras obras, quando recebido em audiência pelo Presidente da República de Angola, José Eduardo dos Santos, se transforme em uma profecia: > Quando a paz se consolidar, este país terá todas as condições para ser uma grande nação.
E nós particularmente, como brasileiro descendente de africanos elevamos nosso pensamento à Olorum para que Kikongo, Umbundu, N´guanguela, Cokwe, Kimbundu, Fiote, Nvaneka, Kwanvama, se transformem em uma só linguagem de orações em busca da Paz.e Desenvolvimento por que passa o país, saudando sempre o 4 de Fevereiro.
Moçambique recebe alimentos do Brasil e da Espanha
De acordo com PMA, o arroz e o feijão vão ajudar a melhorar a segurança alimentar de cerca de 64,3 mil famílias moçambicanas em situações vulneráveis
O programa Mundial de Alimentos – PMA – em Moçambique, agradeceu a doação de mais de 2,2 mil toneladas de arroz e feijão do Brasil , noticiou a rádio ONU.
O país também enviou uma nota de agradecimento à Espanha pela quantidade equivalenmte a mais de 2 milhões de reais para despesas de transporte da ajuda alimentar.
De acordo com PMA, o arroz e o feijão vão melhorar a segurança alimentar de cerca de 64,3 mil famílias moçambicanas em situação vulnerável, que residem nas zonas afetadas pelas inundações e secas daquele país.
O encarregado de negócios do Brasil em Maputo, Nei Bitencourt, disse que a doação do governo reflete o sentimento de solidariedade e fraternidade dos brasileiros para com os moçambicanos.
A doação permitirá ao PMA reabastecer os estoques de alimentos no país. A agência utiliza esses alimentos n as operações de socorro e recuperação.
O PMA deve distribuir ajuda alimentas a mais de 83 mil pessoas nas províncias de Zambézia e Maputo. Elas foram vitimas da tempestade tropical Dando e do ciclone Funso, que atingiram Moçambique no mês passado.


