BrasilAngolaMagazine

 

 Governo Angolano prepara novas privatizações

 

O processo de privatizações inclui empresas e sociedades dos ramos da pesca agricultura, indústria, comércio, geologia e minas, petróleo, construção civil e bancos.

 

Nos últimos dez anos, o governo angolano privatizou 198 empresas através do Gabinete de Redimensionamento Empresarial, revelou o ministro da Economia, Abrahão Gourgel, ao programa Espaço Público, da Televisão Pública de Angola, noticia nesta terça-feira (14) o Jornal de Angola.
“os objetivos foram parcialmente alcançados”, disse o ministro, para acrescentar.”tivemos, no ano passado, a apresentação de um balanço das privatizações que nos permitiu apurar que existem 198 empresas privatizadas no decurso de dez anos”.

Abrahão Gourgel, afirmou que muitos beneficiários das empresas privatizadas não liquidaram suas dívidas com o estado, uma vez que não pagara, os valores pela privatização das empresas, ou então pagaram parcialmente. A situação, disse, perdura até hoje.

 

O ministro da economia afirmou que na Lei das Privatizações e também no ultimo programa de privatizações procurou-se atender a inclusão dos trabalhadores, como forma de deixar espaço para que participem no processo. 

“A verdade é que por limitações financeiras esses trabalhadores não estavam em condições de pagar as suas participações, ou faziam-no indiretamente por intermédio de outros participantes do processo. E essa é uma das razões que mencionei para que os resultados não fossem  aqueles que almejávamos”, argumentou o ministro.
Além disso, acrescentou, “houve uma grande participação do processo na figura da adjudicação direta, que está prevista na lei”. “Simplesmente era esperado pelo programa que houvesse um maior número de adjudicações por via de concurso público”, acrescentando que a experiência criou condições para a definição de um novo programa de privatizações para este novo período.

O processo de privatizações inclui empresas e sociedades dos ramos da pesca, agricultura, indústria, comércio, transportes, geologia e minas, petróleo, construção  civil e bancos. O ministro Abrahão Gourgel esclareceu que o regresso da figura do ministro de Estado e da Coordenação Econômica surgiu da necessidade de coadjuvar o Presidente da República na liderança da comissão econômica. As informações são do Jornal de Angola.

 Diplomata angolano assegura vontade de integrar áreas de livre comércio

O embaixador de Angola na Etiópia esclareceu a posição angolana, nas vésperas da 18ª Cimeira da União Africana, que começa nesta segunda –feira em Addis Abeba.

O embaixador Angolano na Etiópia e junto da União Africana (UA),Arcanjo Maria do Nascimento, disse em Addis Abeba que o Estado angolano nunca renunciou à sua vontade de integrar as áreas de comércio livre, numa altura apropriada, uqe a nível da SADC uqwe do Continente africano.
O diplomata acrescentou que Angola por razões específicas teve de adiar sua integração, no âmbito do Protocolo do Comércio da Comunidade de Desenvolvimento da África Austral (SADC), postergando a eliminação de barreiras comerciais “por causa da especificidade da sua própria economia”.
"De nenhuma forma, Angola renunciou à sua vontade de integrar essas áreas de livre comércio numa altura apropriada", asseverou o diplomata numa entrevista à imprensa nacional, na véspera da 18ª cimeira da UA, que se realiza sob o lema "A promoção do comércio intra-africano".
Quanto ao nível do continente, o diplomata realçou que a Declaração de Abuja (Nigéria) sobre a matéria defende no primeiro passo a integração econômica a nível sub-regional, ressaltando que nem todas essas organizações estão numa fase avançada, excetuando a SADC.
Questionado sobre se a falta de infra-estruturas não vai impedir a integração como desejam os Estados africanos, Arcanjo do Nascimento separou as duas questões em integração sub-regional e a continental.
"Temos que ver duas coisas sobre a questão: uma é a integração a nível sub-regional, concretamente através das organizações econômicas regionais, no caso da África Austral, a SADC; outra é a integração global do continente. Claro que o primeiro passo deveria ser através dessas zonas econômicas regionais", disse.
Angola, segundo o seu representante junto da Comissão Econômica da ONU para África (CEA), nunca descartou a sua integração a nível do continente, por estar de acordo com o princípio de comércio livre, através da eliminação das barreiras comerciais, pelo fato de trazer desenvolvimento, progresso econômico e cria empregos. 
Mas reconhece ser necessário a existência de infra-estruturas (tema da cimeira da UA de 2011), para que haja desenvolvimento do comércio, embora defenda também que deve se ser ambicioso para almejar o desenvolvimento do continente africano.
O diplomata angolano defende que devem ser criadas certas pré-condições gerais, antes de se avançar para a etapa superior da integração. 
A 18ª cimeira da UA vai decorrer de 23 a 31 de Janeiro de 2012, na sede da organização em Addis Abeba, decorrendo as sessões nas novas instalações a ser inauguradas no dia 28, um empreendimento que é uma doação do governo chinês ao continente africano.

 

  

OPINE
Intercambio entre Brasil Angola, o melhor caminho e aqui (55+11) 2836-7807