Diplomata angolano assegura vontade de integrar áreas de livre comércio
O embaixador de Angola na Etiópia esclareceu a posição angolana, nas vésperas da 18ª Cimeira da União Africana, que começa nesta segunda –feira em Addis Abeba.
O embaixador Angolano na Etiópia e junto da União Africana (UA),Arcanjo Maria do Nascimento, disse em Addis Abeba que o Estado angolano nunca renunciou à sua vontade de integrar as áreas de comércio livre, numa altura apropriada, uqe a nível da SADC uqwe do Continente africano.
O diplomata acrescentou que Angola por razões específicas teve de adiar sua integração, no âmbito do Protocolo do Comércio da Comunidade de Desenvolvimento da África Austral (SADC), postergando a eliminação de barreiras comerciais “por causa da especificidade da sua própria economia”.
"De nenhuma forma, Angola renunciou à sua vontade de integrar essas áreas de livre comércio numa altura apropriada", asseverou o diplomata numa entrevista à imprensa nacional, na véspera da 18ª cimeira da UA, que se realiza sob o lema "A promoção do comércio intra-africano".
Quanto ao nível do continente, o diplomata realçou que a Declaração de Abuja (Nigéria) sobre a matéria defende no primeiro passo a integração econômica a nível sub-regional, ressaltando que nem todas essas organizações estão numa fase avançada, excetuando a SADC.
Questionado sobre se a falta de infra-estruturas não vai impedir a integração como desejam os Estados africanos, Arcanjo do Nascimento separou as duas questões em integração sub-regional e a continental.
"Temos que ver duas coisas sobre a questão: uma é a integração a nível sub-regional, concretamente através das organizações econômicas regionais, no caso da África Austral, a SADC; outra é a integração global do continente. Claro que o primeiro passo deveria ser através dessas zonas econômicas regionais", disse.
Angola, segundo o seu representante junto da Comissão Econômica da ONU para África (CEA), nunca descartou a sua integração a nível do continente, por estar de acordo com o princípio de comércio livre, através da eliminação das barreiras comerciais, pelo fato de trazer desenvolvimento, progresso econômico e cria empregos.
Mas reconhece ser necessário a existência de infra-estruturas (tema da cimeira da UA de 2011), para que haja desenvolvimento do comércio, embora defenda também que deve se ser ambicioso para almejar o desenvolvimento do continente africano.
O diplomata angolano defende que devem ser criadas certas pré-condições gerais, antes de se avançar para a etapa superior da integração.
A 18ª cimeira da UA vai decorrer de 23 a 31 de Janeiro de 2012, na sede da organização em Addis Abeba, decorrendo as sessões nas novas instalações a ser inauguradas no dia 28, um empreendimento que é uma doação do governo chinês ao continente africano.



